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sábado, 23 de junho de 2012

A precariedade do nosso transporte público coletivo


Ônibus que mais parecem carroças andando nas estradas da região da Ilha como é conhecida a extensão territorial que compreende as comunidades que vão da balsa até o Farol de Santa Marta. A estrada ajuda a piorar a situação já que não é das melhores, mas os cacos velhos que fazem a linha são de dar dó. Outro dia estava indo trabalhar e um protetor de uma lâmpada caiu ao lado do meu banco, por pouco não bate na minha cabeça. As janelas vivem a abrir pra lá e pra cá e não adianta você insisti em fechá-las porque elas abriram outra vez. Em épocas de calor elas ainda fazem um agrado, mas no frio e na chuva fazem é estrago. Quantos verões viajamos com ônibus sem cortinas e com o sol de rachar queimando nossas faces. Ah! Quando as janelas que vivem a deslizar sem controle não “deslizam”, estão emperradas que só mesmo o superman para poder abri-las. Há situações em que o ônibus segue viagem e para, é o motor, são os freios, é até a roda que cai. Isso mesmo cai, colocando em risco a vida do cidadão de bem que é obrigado a viajar neste meio de transporte precário e nojento porque a empresa monopolizou as linhas do município. Aí se não tem concorrência, eles devem pensar que não precisa ter qualidade. Somos obrigados, por exemplo, a pagar quase R$ 6,00 por uma passagem no trajeto Farol – centro,  o preço praticamente de uma passagem de interurbano.  A população reclama, reclama e reclama, mas não faz nada também. Aliás, reclamam para os cobradores e motoristas que nada tem haver com a história, pois só são funcionários e dos melhores. Pois além de dirigirem e cobrarem as passagens, precisam ser mecânicos, carregadores de bagagens dos usuários. São poucos os que vão até a empresa ou ao menos ligam para exigirem o mínimo de conforto por pagarem preços tão exorbitantes por usar o transporte. Eu também cansei de ficar de braços cruzados. Uso o coletivo de segunda a sexta-feira no mínimo, dependo dele para trabalhar, pago um valor altíssimo de passagem e exijo qualidade no transporte. Reclamei para a empresa e por telefone os responsáveis, muito gentis inclusive, me garantiram que no máximo em um mês e meio a frota será trocada, segundo eles a maioria dos incidentes que ocorrem nos ônibus que fazem a linha não chega ao conhecimento da empresa, sei. Agora é esperar pra ver. Pois irei ficar no pé deles cobrando a promessa. E aqueles que também necessitam dos serviços de transporte estarão comigo nessa empreitada, seja pra cobrar pela qualidade, seja pra botar a boca no trombone.

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