Ônibus que mais parecem
carroças andando nas estradas da região da Ilha como é conhecida a extensão
territorial que compreende as comunidades que vão da balsa até o Farol de Santa
Marta. A estrada ajuda a piorar a situação já que não é das melhores, mas os
cacos velhos que fazem a linha são de dar dó. Outro dia estava indo trabalhar e
um protetor de uma lâmpada caiu ao lado do meu banco, por pouco não bate na minha
cabeça. As janelas vivem a abrir pra lá e pra cá e não adianta você insisti em
fechá-las porque elas abriram outra vez. Em épocas de calor elas ainda fazem um
agrado, mas no frio e na chuva fazem é estrago. Quantos verões viajamos com
ônibus sem cortinas e com o sol de rachar queimando nossas faces. Ah! Quando as
janelas que vivem a deslizar sem controle não “deslizam”, estão emperradas que
só mesmo o superman para poder
abri-las. Há situações em que o ônibus segue viagem e para, é o motor, são os
freios, é até a roda que cai. Isso mesmo cai, colocando em risco a vida do
cidadão de bem que é obrigado a viajar neste meio de transporte precário e
nojento porque a empresa monopolizou as linhas do município. Aí se não tem
concorrência, eles devem pensar que não precisa ter qualidade. Somos obrigados,
por exemplo, a pagar quase R$ 6,00 por uma passagem no trajeto Farol – centro, o preço praticamente de uma passagem de
interurbano. A população reclama,
reclama e reclama, mas não faz nada também. Aliás, reclamam para os cobradores
e motoristas que nada tem haver com a história, pois só são funcionários e dos
melhores. Pois além de dirigirem e cobrarem as passagens, precisam ser
mecânicos, carregadores de bagagens dos usuários. São poucos os que vão até a
empresa ou ao menos ligam para exigirem o mínimo de conforto por pagarem preços
tão exorbitantes por usar o transporte. Eu também cansei de ficar de braços
cruzados. Uso o coletivo de segunda a sexta-feira no mínimo, dependo dele para
trabalhar, pago um valor altíssimo de passagem e exijo qualidade no transporte.
Reclamei para a empresa e por telefone os responsáveis, muito gentis inclusive,
me garantiram que no máximo em um mês e meio a frota será trocada, segundo eles
a maioria dos incidentes que ocorrem nos ônibus que fazem a linha não chega ao
conhecimento da empresa, sei. Agora é esperar pra ver. Pois irei ficar no pé
deles cobrando a promessa. E aqueles que também necessitam dos serviços de
transporte estarão comigo nessa empreitada, seja pra cobrar pela qualidade,
seja pra botar a boca no trombone.
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