No último dia 29 um
protesto chamou a atenção em Brasília. Novecentos e sessenta tijolos foram
postos no gramado enfrente ao Congresso Nacional, o motivo: um protesto feito
pela ONG Rio da Paz para chamar a atenção das pessoas para o número de mortes
ocorridas no Brasil vítimas de violência. A ONG faz cinco exigências às
autoridades, uma delas é a reforma da polícia livre de corrupção e a outra a
criação de metas que reduzam os homicídios chamando estados e municípios a
responsabilidade. Muito bem colocadas as exigência pela Rio da Paz, haja visto
que em apenas uma década tivemos mais de meio milhão de mortos vítimas de
homicídios. A violência tem sido uma constante em nosso país e destaque nos
últimos anos ao serem noticiadas na mídia. Porém, parece que apesar de todas as
políticas feitas pelas autoridades não tem surtido efeito a não ser o efeito
político. Políticos devidamente empossados em seus cargos bem como aqueles que
zelam pela ordem aparecem com frequência na televisão com planos de ação que
pouco tem dado resultado, são medidas excêntricas com métodos paliativos que só
mascaram o problema e acabam por transforma-lo numa bomba relógio que uma hora explode.
O problema é que explode sempre no lado mais fraco, no caso a população. E o
negócio todo corre à solta, é bandido dando ordens ainda que presos, são as
armas entrando a torto e a direito no país para uso do bandido, são as drogas
movimentando rios de dinheiro e alimentando a criminalidade. Quando condenados
as penas são irrisórias fazendo escárnio ao cidadão de bem que já perdeu o
direito de ir e vir em segurança. Todas essas discrepâncias acabam por resultar
na guerra, somos nós contra eles “os bandidos”. Mocinhos e vilões lutando para
sobreviver. É preciso honestidade ao trabalhar por justiça e rigor ao punir os
criminosos. A começar por um Código Penal renovado, renovado mesmo e com penas
que tenham os mesmos pesos que o crime cometido e não o atual e ultrapassado
código em vigor. É preciso uma Justiça que faça justiça e governantes que
governem exclusivamente para o povo. É preciso coragem para por ordem na nação
e amor para com a vida dos seus cidadãos antes que integremos a estatística do
meio milhão.
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