Como se não bastasse todo
o escárnio que o ilustríssimo senhor governador do Estado de Santa Catarina tem
feito com os profissionais do Magistério da rede Estadual de Ensino em sua
gestão, agora o mesmo veio com a tal “Reenturmação”, um verdadeiro assassinato
a precária Educação catarinense. A tal “Reenturmação” quer colocar alunos de
duas turmas em apenas uma e cita até multisseriar algumas delas para chegar ao
número desejado segundo a legislação, mas especificamente a lei complementar nº
170/98 que determina que a relação entre espaço físico e número de alunos
respeite os 1,30 m² para cada aluno e os limites determinados para cada faixa
de idade, a saber: 1º ano (6 anos) – até 25 alunos por sala; 2º ao 5º ano do
Ensino Fundamental – até 30 alunos por sala; 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental
– até 35 alunos por sala; Ensino médio – até 40 alunos por sala. O problema é
que as condições das salas não seguem o que diz a legislação, que cada aluno
deve corresponder a um espaço entre 1,30 e 2,5 metros quadrados, excluídas áreas
de circulação e dos equipamentos de sala de aula. Esse disparate traz desastrosas
consequências ao ensino fazendo com que professores contratados sejam inclusive
demitidos. Garantir a permanência dos alunos nas escolas será outro grande
problema uma vez que será humanamente impossível o professor oferecer qualidade
no seu fazer pedagógico tendo que atender número exorbitante de alunos por
turma. O estresse tanto dos profissionais da Educação quanto dos estudantes
será outro grave problema causado pelo reduzido espaço de circulação livre, será
como ter uma cadeia dentro do espaço que deveria fazer jus a liberdade. Nesta
terça-feira (30), o secretário da Educação, Eduardo Deschamps esclareceu para a
imprensa algumas dúvidas sobre a lei que reorganiza as turmas do Ensino
Fundamental e Médio das escolas estaduais. Segundo Deschamps, esta adequação é
feita todos os anos e a média de alunos por turma nas escolas estaduais vem
caindo ano a ano no estado, em virtude da redução do número de matriculados na
rede estadual por conta de aspectos demográficos e pela ampliação das
matrículas nas redes municipais.“Se respeitados os limites legais, com certeza
os alunos terão um bom atendimento, e os recursos que seriam aplicados na
contratação de mais professores para as turmas adicionais poderão ser
canalizados para a melhoria do salário dos atuais professores da rede, na sua
capacitação, em projetos pedagógicos e na melhoria da infraestrutura das
escolas. Todas ações que contribuem para a melhoria da qualidade da educação
catarinense”, explica Deschamps. O grande problema é que a superlotação das
salas não resultará em melhorias ao ensino senhor secretário e não adianta
tentar conquistar os professores efetivos citando melhorias no salário com a
redução de contratados porque pagamento descente seja pra dez ou mil
professores é dever que o Estado deve garantir. Encher as salas de aula com 40
alunos ou mais não traz nada de positivo no processo de ensino-aprendizagem e
muito menos benefícios para as escolas e seus profissionais, pelo contrário,
isso gera descrença por parte dos profissionais da Educação e revolta de
estudantes que se vejam podados no seu direito de ter ensino de verdade. E
tendo em vista as manifestações que se posicionam contra tal medida fica
notório o desgosto popular pela administração de tal governo que mais parece
estar no poder para fazer retaliação de quem vai contra suas decisões.
Nenhum comentário:
Postar um comentário